Se você trabalha com drones profissionais, provavelmente já ouviu falar do SARPAS. No entanto, muitos pilotos ainda possuem dúvidas sobre quando a autorização é necessária e quais são os riscos de operar sem a devida aprovação do espaço aéreo.
Atualmente, o SARPAS é uma das principais ferramentas para garantir operações seguras e legais no Brasil. Além disso, o sistema permite que o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) coordene o uso do espaço aéreo por aeronaves tripuladas e drones. Por esse motivo, compreender o funcionamento do SARPAS é fundamental para qualquer operador profissional.
O que é o SARPAS?
O SARPAS (Solicitação de Acesso de Aeronaves Remotamente Pilotadas ao Espaço Aéreo) é o sistema oficial utilizado pelo DECEA para analisar e autorizar operações com drones no Brasil.
Por meio da plataforma oficial do SARPAS, disponível em https://sarpas.decea.mil.br, os operadores podem solicitar acesso ao espaço aéreo de maneira rápida e organizada. Dessa forma, o sistema contribui para a segurança de todas as aeronaves que compartilham o espaço aéreo nacional.
Além disso, o SARPAS trabalha em conjunto com outras regulamentações do setor, como as regras estabelecidas pela ANAC e pela ANATEL.
Por que o SARPAS é importante?
Muitos pilotos acreditam que o cadastro da aeronave na ANAC é suficiente para realizar qualquer operação. Entretanto, essa interpretação está incorreta.
Enquanto a ANAC regulamenta a aeronave e o operador, o DECEA é responsável pelo gerenciamento do espaço aéreo brasileiro. Portanto, uma operação pode estar regular perante a ANAC e, ainda assim, apresentar irregularidades caso não possua autorização do SARPAS quando exigida.
Consequentemente, o operador deve observar ambas as exigências antes de iniciar qualquer missão.
Quem precisa utilizar o SARPAS?
Na prática, praticamente todos os profissionais que realizam operações comerciais ou técnicas com drones precisam conhecer o sistema.
Entre as atividades mais comuns estão:
- Mapeamento aéreo com drones;
- Levantamentos topográficos;
- Pulverização agrícola;
- Inspeções industriais;
- Foto e filmagem profissional;
- Monitoramento ambiental;
- Operações de segurança;
- Busca e salvamento.
Além disso, determinadas operações recreativas também podem exigir autorização dependendo da localização e das características do voo.
Caso você ainda tenha dúvidas sobre as regras gerais do setor, recomendamos consultar também nossos artigos AQUI!
O processo de solicitação é relativamente simples. Inicialmente, o operador deve realizar seu cadastro na plataforma. Em seguida, será necessário informar detalhes da missão.
Normalmente, os dados solicitados incluem:
- Local da operação;
- Coordenadas geográficas;
- Data e horário do voo;
- Altura pretendida;
- Área de atuação;
- Informações do piloto.
Posteriormente, o sistema realiza uma análise automática das informações fornecidas. Caso não existam conflitos com aeroportos, helipontos ou áreas restritas, a autorização pode ser emitida rapidamente.
Por outro lado, operações realizadas próximas a aeroportos ou áreas controladas podem exigir análises complementares.
SARPAS e operações agrícolas
Nos últimos anos, o crescimento do setor agrícola aumentou significativamente a utilização do SARPAS.
Atualmente, milhares de drones agrícolas realizam aplicações em lavouras de soja, milho, algodão e cana-de-açúcar. Entretanto, essas operações também precisam respeitar as regras do espaço aéreo.
Por esse motivo, operadores que utilizam equipamentos como o DJI Agras T50 devem realizar um planejamento adequado das áreas de voo. Além disso, é recomendável solicitar autorizações recorrentes quando a operação ocorrer durante toda a safra.
Se você atua nesse segmento, confira também nosso guia completo sobre a regulamentação do DJI Agras T50.
Principais erros cometidos no SARPAS
Embora o sistema seja bastante intuitivo, alguns erros continuam ocorrendo com frequência.
Entre os principais estão:
Solicitar autorização de última hora
Muitos operadores deixam o processo para poucas horas antes da operação. Entretanto, algumas análises podem exigir mais tempo.
Informar coordenadas incorretas
Pequenos erros de localização podem gerar atrasos e até indeferimentos.
Ignorar áreas próximas a aeroportos
Esse é um dos erros mais graves. Mesmo em áreas rurais, a proximidade com aeródromos pode exigir procedimentos específicos.
Operar acreditando que uma autorização antiga continua válida
Cada autorização possui condições próprias de utilização. Portanto, é essencial verificar os períodos e limites aprovados.
O que acontece se o operador voar sem autorização?
As consequências podem variar de acordo com a situação. Entretanto, operar em desacordo com as normas pode resultar em autuações, multas e interrupção imediata da atividade.
Além disso, dependendo do cenário, o operador poderá responder administrativamente perante os órgãos competentes.
Por isso, a autorização de voo deve ser encarada como parte fundamental do planejamento operacional.
Capacitação faz diferença
Embora o SARPAS seja uma ferramenta acessível, compreender as regras do espaço aéreo exige conhecimento técnico.
Dessa forma, profissionais que investem em capacitação costumam apresentar menos problemas durante fiscalizações e operações complexas.
Se você pretende atuar profissionalmente no mercado, conheça também nosso Curso de Piloto Profissional de Drone e aprofunde seus conhecimentos sobre regulamentação, segurança operacional e planejamento de missões.
Considerações finais
O SARPAS é uma ferramenta indispensável para a operação legal de drones no Brasil. Além de garantir conformidade com as normas do DECEA, o sistema contribui diretamente para a segurança do espaço aéreo nacional.
Portanto, antes de qualquer operação, verifique se sua missão exige autorização e realize o planejamento adequado. Afinal, um voo seguro começa muito antes da decolagem.
Para mais informações oficiais, consulte o portal do DECEA em https://www.decea.mil.br e acompanhe as atualizações sobre o uso do espaço aéreo brasileiro.
